Grandes Navegações: resumo, objetivos, características, pioneirismo português, consequências

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As Grandes Navegações marcam o período em que a Europa, durante a Idade Moderna, começou a se expandir pelos mares, descobrindo novos territórios (entre os séculos XV e XVI). 

O que você precisa saber:

Objetivos da Expansão Marítima


Os países europeus tinham duas grandes metas com as Grandes Navegações: encontrar novas terras e encontrar um novo caminho para as Índias.

Os países europeus queriam encontrar novos territórios, pois eles precisavam de recursos (matérias-primas, metais e pedras preciosas), já que o sistema econômico que vigorava durante a Idade Moderna era o Mercantilismo (que defendia a ideia de uma nação só era rica e próspera se acumulasse riquezas). Além disso, a Igreja Católica precisava de novos fiéis, já que ela estava se enfraquecendo com a Reforma Protestante

As nações da Europa também queriam uma nova rota para chegarem às Índias (lugar onde elas conseguiam comprar as preciosas especiarias), pois para isso eles tinham que recorrer aos comerciantes de Veneza (que tinham o monopólio, ou seja, o controle do comércio) e acabavam gastando muito dinheiro (pois os venezianos cobravam altíssimas tarifas nas especiarias comercializadas). Portanto, encontrar um caminho diferente para às Índias e evitar os venezianos era uma grande oportunidade para lucrar. 

Pioneirismo Português: por que Portugal foi o pioneiro nas Grandes Navegações?


Quem saiu na frente nas Grandes Navegações foi Portugal. Ele foi o primeiro a conquistar os mares por causa de quatro fatores:

1) Sua localização geográfica era favorável: o país estava perto do mar;

2) Tinha o forte apoio da Igreja Católica (que precisava ganhar novos fiéis nas terras ainda não descobertas);

3) Experiência náutica com a Escola de Sagres (centro de estudos de navegação);

4) Já era um Estado Nacional: já era unificado, estruturado e organizado como uma única nação, ao contrário da França, da Inglaterra e da Espanha. 

Consequências e Resultados das Grandes Navegações


Em 1498, Vasco da Gama chegou diretamente às Índias, contornando o continente Africano e voltando para Portugal com lucros exorbitantes (sem precisar pagar tarifas aos comerciantes venezianos). Em 1500, Pedro Álvares Cabral chegou ao litoral brasileiro (depois de Cristóvão Colombo ter chegado à América Central). Por conta desses resultados, Portugal se transformou, naquela época, na principal potência econômica do mundo. 

Além de Portugal, outro país que se tornou uma grande potência foi a Espanha. Ao invés de contornar a África (como fizeram os portugueses), Cristóvão Colombo (italiano que estava à serviço da Espanha) decidiu navegar na direção oeste (pois sabia que a Terra era redonda) e, em 1492, chegou às ilhas da América Central (pensando que era a Índia). Somente depois de alguns anos foi que Américo Vespúcio descobriu que aquelas terras faziam parte de um novo continente (por isso o continente foi chamado de "América"). Os espanhóis começaram a explorar os povos maias, incas e astecas, enquanto que os portugueses, com Cabral, chegaram ao Brasil em 1500.  

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